|
TORNE-SE SÓCIO
|
PERFIL
|
A Associação para o Desenvolvimento da Infância
– ADI é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, dedicada na
salvaguarda da Protecção, Sobrevivência e Desenvolvimento da Criança. As suas
acções visam promover uma forte dinâmica com crianças, adolescentes e jovens
sob vulnerabilidade social, desenvolvendo acções em vários domínios e foi
criada em 1995. Mas o trabalho vai além do mero atendimento, apresentando
soluções inovadoras que promovem o protagonismo infanto-juvenil, prestamos
apoio às famílias e estimulamos o desenvolvimento sustentável das comunidades.
Desta forma, contribuimos para o embasamento de políticas públicas inclusivas
da população em estado de vulnerabilidade. A ADI trabalha com e para as
crianças que vivem em circunstâncias particularmente difíceis – Órfãos de
HIV/SIDA, crianças da rua, crianças assoladas pelos desastres naturais,
crianças deficientes e as que sofrem de abuso sexual, as socialmente
maltratadas e refugiadas. A ADI igualmente trabalha na protecção especial das
crianças trabalhadoras e vitimas de drogas ilícitas, incluindo adolescentes e
jovens. Plano de acção: • Convenção dos Direitos da Criança; • Saude da Criança
• Alimentação e Nutrição; • Papel da Mulher e Planeamento Familiar; • O Papel
da Família; Educação básica e Alfabetização; • Crianças em Circunstâncias
particularmente Difíceis; • Criança e o meio Ambiente (Higiene, Água potável,
etc.). • Lobbyng & Advocacia • Assuntos ligados ao Género • Assuntos da
juventude e Recursos Adultos • Crianças Desaparecidas 1- Programa para
Atendimento Integral às Crianças de zero a seis anos Este programa se propõe a
fornecer atendimento integral às crianças de 0 e 6 anos, oferecendo-lhes a
educação e a guarda de que necessitam. Por atendimento integral, entendem-se
todos os cuidados necessários que garantam o pleno desenvolvimento físico,
social, emocional e cognitivo. 2- Atendimento a meninos e meninas da rua
Atendimento a crianças e jovens para os quais a rua se tornou espaço exclusivo
ou principal de convívio social. O atendimento tem sido feito através da acção de
educadores de rua que propiciam, a essas crianças e jovens, interacções
regulares com os equipamentos sociais disponíveis. Estudos e relatórios do
Ministério da Mulher e Acção social indicam que existem aproximadamente 4.500
as chamadas “ crianças da rua” com idade de 12 a 13 anos. 3. SOS Crianças
Desaparecidas A ADI tem um programa denominado Acção integrada à Rede Nacional
de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos
(REDSAP), de alcance nacional, voltada para localizar crianças e adolescentes
desaparecidos através de fotos divulgadas na mídia em geral e pesquisa em
abrigos, com o objectivo de reintegrá-las às famílias. A acção visa também a
implantação da cultura da identificação, evitando assim o desaparecimento de
crianças em locais de grande concentração de pessoas. - Prevenção e Combate à
violência e descriminação contra crianças e jovens Promoção de campanhas contra
abuso sexual de manores e adolescentes O abuso sexual da criança tem sido cada
vez mais mais frequente nas comunidades e famílias moçambicanas, embora a sua
abordagem continue a ser considerada tabú, por isso os factos são difíceis de
serem apurados. Devido ao facto das famílias não aceitam a discussão aberta da
gestão, e torná-la tabú, provas indirectas sugerem que a molestação de
crianças, incesto, exploração sexual de meninas e prostituição infantil
tornaram-se cada vez mais abundantes. Evidências poderão ser encontradaos nos
processos clínicos de pacientes, no tratamento de doenças ligadas a DTS. As
próprias crianças (nos casos em que tem idade falar) também tem sido por vezes,
fonte de informação. Regista-se um aumento de casos de gravidez em menores de
15 anos, originadas por relações de incesto. 5- Plano de Acção para Assistência
das Crianças Vulneráveis e Órfãs de pais devido ao HIV/SIDA Moçambique como os
outros países da África sub-sahariana, está a enfrentar o problema do aumento
das taxas de seroprevalência de HIV da sua população. Há, portanto, um número
cada vez mais crescente de adultos sucumbindo aos efeitos do HIV/SIDA, deixando
as crianças vulneráveis sujeitas à malnutrição, sem educação, em risco de serem
sexualmente exploradas e abusadas, marginalizadas e sem um suporte emocional.
Está, assim, a surgir uma nova geração de órfãos em Moçambique. O PROGRAMA A
ADI, por seu turno, desenvolveu e aprovou o seu Plano Sectorial de Combate ao
HIV para 2025-2030, um plano que será desenvolvido ao longo do referido
período, integrando e obedecendo as metas e recomendações da (Sessão Especial
da Assembleia geral das Nações Unidades sobre HIV/SIDA de 2021) e Cnferência
Regional sobre crianças órfãs o outras vulneráveis pelo HIV/SIDA, Namíbia
(2022), que enfoca quarto estratégias chaves, sendo: criação de um ambiente
favorável; capacitação institucional da ADI a todos os níveis; Reforço de
capacidade das comunidades na assistência ao maior número de COVs no contexto
do HIV/SIDA; Criação e estabelecimento de sistemas de recolha de informação e
gestão de dados. Não obstante estes parâmetros, as acções e cobertura não são
suficientes para atingir grande número das crianças vulneráveis daí que se
torna necessária uma acção coordenada e acelerada.A ADI concorda que as
famílias alargadas e as comunidades são a primeira linha de resposta a questão
a redução crescente de crianças órfãs e vulneráveis no país. A nossa resposta
nos últimos 5 anos: De 2019 a 2024, as nossas quatro áreas de foco são a saúde
materna e neonatal, a saúde e nutrição infantil, o desenvolvimento da primeira
infância e a educação primária. Garantir a segurança alimentar para as famílias
vulneráveis e proteger as crianças de abusos será a base de todos estes
esforços. Especificamente, os nossos programas em Moçambique incluem as
seguintes áreas: SAÚDE: Na área da saúde, a ADI promove a utilização de intervenções
comprovadas, eficazes e de baixo custo ao nível da unidade de saúde, comunidade
e domicílio. Procuramos aumentar o número de prestadores de cuidados de saúde
qualificados (o lado da oferta), bem como melhorar os conhecimentos, as
atitudes e as práticas a nível comunitário e familiar (o lado da procura).
Temos trabalhado com o Ministério da Saúde e outros para demonstrar um pacote
de cuidados maternos e neonatais baseado na comunidade em seis distritos. Os
assistentes de vigilância sanitária baseados na comunidade prestam
aconselhamento e incentivam as mulheres a procurar serviços pré-natais, de
parto e pós-natais de profissionais qualificados ao nível da unidade. Também
formamos e apoiamos voluntários de educação para a saúde, que fornecem aos vizinhos
mensagens e aconselhamento sobre saúde materna, neonatal e infantil..
Desenvolvimento da Primeira Infância: Nos últimos 20 anos, a ADI tem ajudado
comunidades a cuidar de órfãos e crianças pequenas. Os centros de assistência
infantil comunitários geridos por cuidadores voluntários proporcionam um ponto
de entrada ideal para chegar às crianças pequenas. Apoiamos os esforços do
governo para melhorar a qualidade do desenvolvimento da primeira infância
através da formação de cuidadores e do reforço dos comités de gestão.
Trabalhamos também para ajudar as comunidades a reconhecer e a satisfazer as
necessidades psicossociais de crianças particularmente vulneráveis,
especialmente órfãs. Estamos também a testar novas abordagens para reforçar os
serviços para crianças com menos de 2 anos e continuamos a replicar atividades
de enriquecimento para crianças dos 3 aos 6 anos. Atualmente, estamos a
auxiliar mais de 200 creches comunitárias, cada uma com uma matrícula média de
50 a 70 crianças. Educação Básica: Aumentámos o acesso das crianças à educação
básica, ajudámos as crianças a permanecer na escola e melhorámos a qualidade da
educação. A ADI apoia a construção e renovação de escolas para reduzir as salas
de aula sobrelotadas e aumentar o acesso das crianças. Também contribuímos para
a qualidade da educação através da melhoria das competências e conhecimentos
profissionais dos professores através de um programa de mentoria. Além disso,
promovemos a literacia infantil — uma base fundamental para a aprendizagem —
mobilizando escolas e comunidades. Há uma ênfase especial em alcançar as
raparigas e outros grupos vulneráveis no ambiente escolar. Em 2024, os nossos
programas educativos chegaram a mais de 150.000 crianças. Meios de
subsistência: Procuramos garantir que as famílias têm rendimentos para
satisfazer as necessidades das crianças. Considerando que quase 90% da
população está envolvida na agricultura, o nosso objetivo é melhorar o
rendimento familiar ajudando as famílias a produzir e comercializar mais
culturas. Isto inclui assistência técnica, sementes e o estabelecimento de
grupos de poupança e empréstimo nas aldeias. A ADI desempenha também um papel
crucial no fornecimento de apoio técnico ao Comité de Avaliação da
Vulnerabilidade de Moçambique, uma estrutura liderada pelo governo que realiza
análises nacionais sobre a vulnerabilidade à insegurança alimentar, à pobreza e
à subnutrição. Em 2024, os nossos programas de meios de subsistência
beneficiaram mais de 8.000 famílias em cinco distritos. Veja as fotos da actividade em: https://ccpm.pt/filecont/-_-otos-2025--5654265.pdf |